domingo, 27 de setembro de 2009

basta ser Chico

Às vezes a gente se identifica de cara! E isso acontece muito com música. E acontece muito com gente. Dá um orgulho danado de ser brasileira e de ser do nordeste e de ter a oportunidade de conhecer obras de gente assim mesmo estando do outro lado do Atlântico. Entender o que ele diz com palavras tão próprias. Palavras que parecem ingênuas, que parecem ridículas, parecem. Palavras numa loucura de sons enraizados na cultura. E na loucura dessa cultura. Na alegria, na tristeza, na crítica, no desbocamento. Na falta de vergonha. A gente entende. O ritmo fala. O sotaque fala por si só. E tudo é dito num ambiente entorpecido de confete e candeeiro. Do arrastado da chinela. Do sacudido da sombrinha colorida. Da ruma de gente que se diverte e assina embaixo, que canta, dança e entende. Sim, a gente entende.

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