quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Eleições 2010
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Cuide-se; Cuide.
Nós falamos de ecologia e de meio ambiente sustentável o tempo inteiro atualmente, mas pouco refletimos a respeito do que isso pode significar realmente. O "estudo dos ecossistemas" é normalmente visto como uma coisa dissociada do homem, quando na verdade o ser humano é apenas um dos seres vivos que integram os ecossistemas. O homem não é maior ou exterior à natureza, ele faz parte e depende dela.
Há quem questione: enquantos todos estão preocupados em cuidar da natureza, quem vai cuidar do homem? Sim, é preciso cuidar também do homem, dos homens que morrem de fome, de frio e da falta de cuidado.
Mas é preciso re-ligar o ser humano - com tele-encéfalo altamente desenvolvido e com polegar opositor - à natureza e melhorar o meio ambiente de todos os homens; cuida dele e deles. Prestar atenção à vida que nos cerca. E a natureza não é só um jardim cheio de flores, é também o ser que dorme nas ruas e depende do lixo rejeitado pelas cidades para sobreviver.
Devemos nos ver como iguais capazes de cuidar de nós mesmo, de cuidar dos outros e do ambiente que nos cerca, o que nos diferencia dos outros animais.
No entanto, ainda temos situações como a da Ilha das Flores.
Um video que eu não poderia deixar de colocar aqui.
Há quem questione: enquantos todos estão preocupados em cuidar da natureza, quem vai cuidar do homem? Sim, é preciso cuidar também do homem, dos homens que morrem de fome, de frio e da falta de cuidado.
Mas é preciso re-ligar o ser humano - com tele-encéfalo altamente desenvolvido e com polegar opositor - à natureza e melhorar o meio ambiente de todos os homens; cuida dele e deles. Prestar atenção à vida que nos cerca. E a natureza não é só um jardim cheio de flores, é também o ser que dorme nas ruas e depende do lixo rejeitado pelas cidades para sobreviver.
Devemos nos ver como iguais capazes de cuidar de nós mesmo, de cuidar dos outros e do ambiente que nos cerca, o que nos diferencia dos outros animais.
No entanto, ainda temos situações como a da Ilha das Flores.
Um video que eu não poderia deixar de colocar aqui.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Nova MPB
Há quem diga que o Brasil não produz mais boa música.
Que a MPB ainda é bossa nova e tropicália.
Mas a cada dia eu me convenço que não.
Exemplos estão ai pra quem quiser escutar
é so prestar atenção.
Olha esse aqui:
Tá?
(Carlos Renno/Pedro Luis/Roberta Sa)
Pra bom entendedor, meia palavra bas-
Que a MPB ainda é bossa nova e tropicália.
Mas a cada dia eu me convenço que não.
Exemplos estão ai pra quem quiser escutar
é so prestar atenção.
Olha esse aqui:
Tá?
(Carlos Renno/Pedro Luis/Roberta Sa)
Pra bom entendedor, meia palavra bas-
Eu vou denunciar a sua ação nefas-
Você amarga o mar, desflora a flores-
Por onde você passa, o ar você empes-
Não tem medida a sua sanha imediatis-
Não tem limite o seu sonho consumis-
Você deixou na mata uma ferida expos-
Você descora as cores dos corais na cos-
Você aquece a Terra e enriquece à cus-
Do roubo, do futuro e da beleza augus-
Mas de que vale tal riqueza? Grande bos-
Parece que de neto seu você não gos-
Você decreta a morte, a vida ainda em vis-
Você declara guerra à paz por mais benquis-
Não há em toda fauna, um animal tão bes-
Mas já tem gente vendo que você não pres-
Não vou dizer seu nome porque me desgas-
Pra bom entendedor, meia palavra bas-
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Labirinto (da arquitetura ao urbano).
Não resisti. Acabei de ler esse texto que me deixou ainda mais confusa com minhas ideias favelurbanísticas. Mas me deu uns arrepios de certa forma, por concordar intimamente e por me surpeender por isto. Resolvi postar aqui - com todo o respeito a Paola Berenstein Jacques, a autora - um fragmento do Arquitexto (vitruvius.com.br) Estética das favelas.
Se baseia no estudo do conjunto de barracos, do processo urbano labiríntico das favelas, compreendida através da noção de percurso e consequentemente da experiência do espaço urbano espontâneo, que é muito diferente do espaço desenhado por urbanistas. Ao se sair da escala de abrigo para aquela do conjunto de abrigos, do espaço deixado livre entre os barracos que forma as vielas e os becos das favelas, a figura do labirinto aparece quase que naturalmente ao "estrangeiro" que penetra os meandros da favela pela primeira vez. Além de formar realmente um labirinto formal, os caminhos internos da favela provocam a sensação labiríntica ao visitante principalmente pela falta de referências espaciais urbanas habituais, pelas perspectivas sempre fragmentárias que causam um estranhamento. Se perder faz parte da experiência espacial do labirinto-favela e para não se correr o risco é preciso ter um guia (morador), um fio de Ariadne. O "estrangeiro" mesmo sendo um arquiteto ou urbanista pode se perder facilmente diante da incerteza dos caminhos da favela (qualquer entrada pode ser um beco sem saída) pois ele não possuiu sua planta (que na maioria dos casos não existe). Aí está a grande diferença entre a favela e o labirinto mítico grego projetado por Dédalo, o arquiteto: a favela não possuiu uma planta prévia, ela não foi desenhada, projetada. O labirinto-favela é muito mais complexo, pois ele não é fixo, acabado, ele está sempre se transformando. Nenhuma planta de favela é definitiva, só podem existir plantas momentâneas, e sempre feitas a posteriori. A analogia com o mito pode ser levada ao extremo se pensarmos nas inevitáveis pipas sobre as favelas como homenagens à Ícaro (filho de Dédalo que morre fugindo do labirinto voando...). As pipas, segunda a lenda do morro, fazem sinais aos traficantes, que são considerados como Minotauros escondidos no labirinto-favela e são caçados pelos policiais, que se vêem como Teseu. Na favela-labirinto, o mito, como a própria favela, se refaz continuamente, jovens são sacrificados como os atenenses, e os moradores-Ariadnes continuam tecendo, sem a ajuda dos arquitetos-dédalos, essa grande construção coletiva não-planificada. O tecido urbano da favela é maleável e flexível, é o percurso que determina os caminhos. Ao contrário da planificação urbana tradicional que determina o traçado a priori, na favela as ruas (e todos os espaços públicos) são determinadas exclusivamente pelo uso. Uma diferença fundamental com a cidade planejada diz respeito a relação entre espaços públicos e privados, na favela esses espaços também estão inextricavelmente ligados. Durante o dia as ruelas se tornam a continuação das casas, espaços semi-privados, enquanto a maioria das casas com suas portas abertas se tornam também espaços semi-públicos. A idéia da favela como uma grande casa coletiva é freqüente entre os moradores. As ruelas e becos são quase sempre extremamente estreitos e intrincados o que aumenta a sensação labiríntica e provoca uma grande proximidade física que provoca todo tipo de mistura. Subir o morro é uma experiência de percepção espacial singular, a partir das primeiras quebradas se descobre um ritmo de andar diferente, uma ginga sensual, que o próprio percurso impõe. Deambulando pela favela se descobre como as crianças que nascem nesse espaço começam a sambar antes de andar direito, na verdade é muito raro se andar reto no morro – impossível de não se pensar na célebre máxima corbusiana do caminho dos homens e dos asnos: "O homem anda reto/.o asno em zig-zag/.". (5) E a analogia continua, pois o mito do labirinto também está ligado à dança. Teseu, após matar o Minotauro, comemora sua vitória dançando uma coreografia que imitava pelos movimentos do corpo a sinuosidade do labirinto de Creta. Sambar é a melhor representação da experiência labiríntica de se percorrer uma favela, que é o oposto mesmo da experiência urbana moderna, sobretudo das ruas das cidades projetadas racionalmente (o zig-zag dos passistas na avenida retilínea do Sambódromo demonstra bem isso). A grande diferença entre o labirinto improvisado e espontâneo que é a favela e as cidades projetadas por arquitetos e urbanistas, principalmente aquelas planificadas ex nihilo, é uma inversão da prática projetual e de planejamento urbano: enquanto nas cidades ou nos espaços urbanos completamente projetados, as plantas existem em projeto antes mesmo da cidade real, nos espaços labirínticos como as favelas, é o oposto que acontece, as plantas só são produzidas a posteriori, e são desenhadas a partir do espaço já existente (cartografias). A maior especificidade do espaço urbano da favela reside em seu tecido urbano labiríntico cheio de surpresas, que causa uma percepção espacial que é praticamente impossível de ser prevista, ou seja, de ser obtida através de um projeto urbanístico tradicional que automaticamente elimina o próprio mistério do percurso: particularidade fundamental de um labirinto.
Se baseia no estudo do conjunto de barracos, do processo urbano labiríntico das favelas, compreendida através da noção de percurso e consequentemente da experiência do espaço urbano espontâneo, que é muito diferente do espaço desenhado por urbanistas. Ao se sair da escala de abrigo para aquela do conjunto de abrigos, do espaço deixado livre entre os barracos que forma as vielas e os becos das favelas, a figura do labirinto aparece quase que naturalmente ao "estrangeiro" que penetra os meandros da favela pela primeira vez. Além de formar realmente um labirinto formal, os caminhos internos da favela provocam a sensação labiríntica ao visitante principalmente pela falta de referências espaciais urbanas habituais, pelas perspectivas sempre fragmentárias que causam um estranhamento. Se perder faz parte da experiência espacial do labirinto-favela e para não se correr o risco é preciso ter um guia (morador), um fio de Ariadne. O "estrangeiro" mesmo sendo um arquiteto ou urbanista pode se perder facilmente diante da incerteza dos caminhos da favela (qualquer entrada pode ser um beco sem saída) pois ele não possuiu sua planta (que na maioria dos casos não existe). Aí está a grande diferença entre a favela e o labirinto mítico grego projetado por Dédalo, o arquiteto: a favela não possuiu uma planta prévia, ela não foi desenhada, projetada. O labirinto-favela é muito mais complexo, pois ele não é fixo, acabado, ele está sempre se transformando. Nenhuma planta de favela é definitiva, só podem existir plantas momentâneas, e sempre feitas a posteriori. A analogia com o mito pode ser levada ao extremo se pensarmos nas inevitáveis pipas sobre as favelas como homenagens à Ícaro (filho de Dédalo que morre fugindo do labirinto voando...). As pipas, segunda a lenda do morro, fazem sinais aos traficantes, que são considerados como Minotauros escondidos no labirinto-favela e são caçados pelos policiais, que se vêem como Teseu. Na favela-labirinto, o mito, como a própria favela, se refaz continuamente, jovens são sacrificados como os atenenses, e os moradores-Ariadnes continuam tecendo, sem a ajuda dos arquitetos-dédalos, essa grande construção coletiva não-planificada. O tecido urbano da favela é maleável e flexível, é o percurso que determina os caminhos. Ao contrário da planificação urbana tradicional que determina o traçado a priori, na favela as ruas (e todos os espaços públicos) são determinadas exclusivamente pelo uso. Uma diferença fundamental com a cidade planejada diz respeito a relação entre espaços públicos e privados, na favela esses espaços também estão inextricavelmente ligados. Durante o dia as ruelas se tornam a continuação das casas, espaços semi-privados, enquanto a maioria das casas com suas portas abertas se tornam também espaços semi-públicos. A idéia da favela como uma grande casa coletiva é freqüente entre os moradores. As ruelas e becos são quase sempre extremamente estreitos e intrincados o que aumenta a sensação labiríntica e provoca uma grande proximidade física que provoca todo tipo de mistura. Subir o morro é uma experiência de percepção espacial singular, a partir das primeiras quebradas se descobre um ritmo de andar diferente, uma ginga sensual, que o próprio percurso impõe. Deambulando pela favela se descobre como as crianças que nascem nesse espaço começam a sambar antes de andar direito, na verdade é muito raro se andar reto no morro – impossível de não se pensar na célebre máxima corbusiana do caminho dos homens e dos asnos: "O homem anda reto/.o asno em zig-zag/.". (5) E a analogia continua, pois o mito do labirinto também está ligado à dança. Teseu, após matar o Minotauro, comemora sua vitória dançando uma coreografia que imitava pelos movimentos do corpo a sinuosidade do labirinto de Creta. Sambar é a melhor representação da experiência labiríntica de se percorrer uma favela, que é o oposto mesmo da experiência urbana moderna, sobretudo das ruas das cidades projetadas racionalmente (o zig-zag dos passistas na avenida retilínea do Sambódromo demonstra bem isso). A grande diferença entre o labirinto improvisado e espontâneo que é a favela e as cidades projetadas por arquitetos e urbanistas, principalmente aquelas planificadas ex nihilo, é uma inversão da prática projetual e de planejamento urbano: enquanto nas cidades ou nos espaços urbanos completamente projetados, as plantas existem em projeto antes mesmo da cidade real, nos espaços labirínticos como as favelas, é o oposto que acontece, as plantas só são produzidas a posteriori, e são desenhadas a partir do espaço já existente (cartografias). A maior especificidade do espaço urbano da favela reside em seu tecido urbano labiríntico cheio de surpresas, que causa uma percepção espacial que é praticamente impossível de ser prevista, ou seja, de ser obtida através de um projeto urbanístico tradicional que automaticamente elimina o próprio mistério do percurso: particularidade fundamental de um labirinto.
sexta-feira, 5 de março de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Rodas em sol, trovas em dó
Agora eu começo a pensar em formas. Muitas vezes não consigo colocar em frases.
E um traduzir que não tem fim, que a cabeça não acompanha. Penso em outra linguagem que nem sei se é minha, ou se é só minha. Pode ser música, pode ser matemática... "será arte?"
Acho que são formas, de pessoas, de cidades, de idéias...
Tenho muitas idéias em formas, mas preciso traduzi-las em palavras.
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