Hoje eu compro palavras usadas.
Enquanto um bom verso não vem.
sábado, 5 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Rabeca
Há quem diga que o forró, xote, xaxado, baião e afins são o novo jazz, e estão a ponto de conquisatr o mundo! Eu estou começando a acreditar nessa história, que está sendo escrita pela salas de reboco a fora, a cada batida na zabumba, cada "tigling" do triângulo, cada sopro da sanfona, a cada puxada da rabeca...
Eu fico feliz da vida de poder estar numa sala de reboco e dançar a noite toda, estando tão longe do meu nordeste brasileiro e tão perto da minha gente! aqueles que dão valor à cultura originalmente brasileira, com todas as suas cores...
Fui ver Forro de Rebeca tocar e cantar (bonito que só!). E o DJ Tudo, vulgo Alfredo Bello, deu uma aula de cultura tradicional brasileira, falando de coisas que a gente fica envergonhado por não ter sabido antes! Foi de dar gosto...
E nós ficamos torcendo pra que tenha um movimento desses todo fim de semana, pra que os nossos ritmos se façam entender em todas as línguas... e sejam dançados por todos os povos.
ps: para cohecer um pouco mais de perto www.myspace.com/forroderebeca
Eu fico feliz da vida de poder estar numa sala de reboco e dançar a noite toda, estando tão longe do meu nordeste brasileiro e tão perto da minha gente! aqueles que dão valor à cultura originalmente brasileira, com todas as suas cores...
Fui ver Forro de Rebeca tocar e cantar (bonito que só!). E o DJ Tudo, vulgo Alfredo Bello, deu uma aula de cultura tradicional brasileira, falando de coisas que a gente fica envergonhado por não ter sabido antes! Foi de dar gosto...
E nós ficamos torcendo pra que tenha um movimento desses todo fim de semana, pra que os nossos ritmos se façam entender em todas as línguas... e sejam dançados por todos os povos.
ps: para cohecer um pouco mais de perto www.myspace.com/forroderebeca
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Information
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Essentiel
Eu me enganei em relação ao cenceito anterior. Nada mais essencial do que as coisas que julguei banais outro dia... Hoje em dia a gente chega a confundir, como se tudo o que contém de fato a essencia da vida fosse mero cotidiano, mera banalidade. E o supérfluo se torna essencial. Eu me desculpo pelo equívoco e espero que a correção venha sempre a tempo. Pra que a gente coloque o supérfluo no seu lugar e consiga reconhecer o essencial, dar ao "banal" o seu devido valor.
De alguma forma eu me sentia muito atraída pela banalidade cotidiana, aquela da qual eu falei antes... não era sem razão. E se agora eu reconheço meu engano, é porque algo me fez pensar um pouco mais.
LE SYNDROME DU TITANIC - BANDE-ANNONCE
envoyé par baryla. - Regardez plus de films, séries et bandes annonces.
Hove o progresso, este famoso progresso, inegável. Como muitos eu o tomei como um processo irreverssível, nas mãos do qual poderíamos nos entregar. Nós fomos capazes de construir estradas em pleno deserto. Nós soubemos aproximar os homens.
Eu nos vejo padronizados, quase desintegrados. Eu nos vejo confusos entre o real e o virtual, que não chegamos nem mesmo a distinguir.
Como se conformar quando vemos que o supérfluo de uns é sem limite, enquanto o essencial de outros não é nem sequer satisfeito? Não devemos admitir nada disso, porque tudo isso é simplesmente inadimissível.
Eu acreditava na abundância, e no fim eu descubro a raridade. Eu não nasci ecologista, eu me tornei um.
O modelo econômico dominante não é mais a solução, ele é exatamente o problema. Eu também sou filho dessa sociedade de consumo. Eu tenho que avançar passo a passo em busca de mais coerência. Até onde eu posso ir realmente nas minhas escolhas? Na renúncia.
De alguma forma eu me sentia muito atraída pela banalidade cotidiana, aquela da qual eu falei antes... não era sem razão. E se agora eu reconheço meu engano, é porque algo me fez pensar um pouco mais.
LE SYNDROME DU TITANIC - BANDE-ANNONCE
envoyé par baryla. - Regardez plus de films, séries et bandes annonces.
Hove o progresso, este famoso progresso, inegável. Como muitos eu o tomei como um processo irreverssível, nas mãos do qual poderíamos nos entregar. Nós fomos capazes de construir estradas em pleno deserto. Nós soubemos aproximar os homens.
Eu nos vejo padronizados, quase desintegrados. Eu nos vejo confusos entre o real e o virtual, que não chegamos nem mesmo a distinguir.
Como se conformar quando vemos que o supérfluo de uns é sem limite, enquanto o essencial de outros não é nem sequer satisfeito? Não devemos admitir nada disso, porque tudo isso é simplesmente inadimissível.
Eu acreditava na abundância, e no fim eu descubro a raridade. Eu não nasci ecologista, eu me tornei um.
O modelo econômico dominante não é mais a solução, ele é exatamente o problema. Eu também sou filho dessa sociedade de consumo. Eu tenho que avançar passo a passo em busca de mais coerência. Até onde eu posso ir realmente nas minhas escolhas? Na renúncia.
[tradução livre]
Para que a gente saiba dar valor ao que realmente importa.
E à vida, toda a nossa atenção.
E à vida, toda a nossa atenção.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
banal
Me admira muito a força das coisas banais. Um bom dia ou um boa tarde podem ser muito maiores, podem chamar muita atenção, por mais banalmente que sejam ditos. Um copo quente de café com leite pode mexer com todos os sentidos. O sol que entra pela janela. Aquele apelido pelo qual só o seu pai ou sua mãe lhe chamam. O som do despertador e o nosso poder de se acostumar com ele. Mais um dia de feira (que nunca chega a ser só mais um). Os parabéns e feliz aniversário que recebemos todo o ano, mas sempre com um gosto (bom!) diferente... um gosto de "que Deus te abencôe com paz, saude, amor" ou de "te desejo toda felicidade, para mais um ciclo da sua vida"... Quanto bem fazem as coisas banais!
Eu espero que todos possam viver muitas banalidades boas. Apreciar aquela torrada com o café da manhã. Se sentir bem à vontade com um pijama quente num dia frio e com os amigos. Voltar pra casa depois de um dia cheio (de gente, de cores, de palavras, de sons). Ser! sem fingir, ser de verdade e gostar de ser. Na alegria, na tristeza, na vida. Assim.
Eu espero que todos possam viver muitas banalidades boas. Apreciar aquela torrada com o café da manhã. Se sentir bem à vontade com um pijama quente num dia frio e com os amigos. Voltar pra casa depois de um dia cheio (de gente, de cores, de palavras, de sons). Ser! sem fingir, ser de verdade e gostar de ser. Na alegria, na tristeza, na vida. Assim.
sábado, 10 de outubro de 2009
World'Art
A expressão é universal. Ainda que Jacques Brel estivesse cantando-recitando em grego, quem não entenderia? A dor é universal. O amor também. A loucura...
A força, o drama, a melancolia, tudo ao mesmo tempo, fez [e faz] o mundo entender e ter vontade de cantar, e ter vontande de sentir pra poder cantar igual. Cantar com verdade.
Inúmeros cantores e intérpretes de todas as línguas marcaram suas carreiras com este delírio cantado em francês. Além da versão já clássica de Maysa, eu posso sugerir Alcione, que assinou Ne me quitte pas com a força e a cadência características da sua voz tão brasileira, impossíel confundir.
Vale à pena cantar também, cantar junto e procurar a loucura certa que tem dentro da gente, e que normalmente a gente se esforça pra esconder. Uma hora ela aparece e diz "ne me quitte pas"...
Ne me quitte pas - Jacques Brel 1959
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le cœur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs cœurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je n'vais plus pleurer
Je n'vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Mais
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le cœur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs cœurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je n'vais plus pleurer
Je n'vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Mais
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
América Latina Brasil Rio 2016
Todo mundo soube, todo mundo viu.
Fiquei orgulhosa sim! Porque o mundo inteiro aplaudiu a cidade maravilhosa e teve vontade de estar lá em 2016 pra ver. Porque todo o Brasil se sentiu aquela cidade, aquele evento. Porque a América Latina abraçou os Jogos e o Rio com força e gritou "Me gustan los porotos, me gusta el Brasil, me gusta el Rio! El Rio es nuestro!". Porque Lula chorou, e riu, e beijou o Rio na boca, pra calar-lhe os uivos do passado. Porque por mais medo que a gente tenha de enfrentar o mundo, ele está sempre chamando a gente pra briga. Porque desta vez nós olhamos pro Rio como para o Brasil dizendo "verás que um filho teu não foge à luta".
Mas espero muito sinceramente que a vitória, a real vitória seja bem cobrada. Que os nomeados responsáveis pela festa vistam a camisa e entrem em campo de mãos dadas. Que o povo seja a torcida organizada, aquela que empurra o time e joga em campo com a camisa 12, aquela que o bom brasileiro sabe fazer tão bem! Aquela que segura um pênalti e explode no gol!
Que a festa seja limpa e que ainda no fim fique tudo em ordem, de presente para o povo. Que a cidade cresça, que o Brasil se orgulhe, e que viva! o brasileiro.
Se não viu tudo ainda dá tempo de ver uma parte, e das melhores aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Z00jjc-WtZI
Fiquei orgulhosa sim! Porque o mundo inteiro aplaudiu a cidade maravilhosa e teve vontade de estar lá em 2016 pra ver. Porque todo o Brasil se sentiu aquela cidade, aquele evento. Porque a América Latina abraçou os Jogos e o Rio com força e gritou "Me gustan los porotos, me gusta el Brasil, me gusta el Rio! El Rio es nuestro!". Porque Lula chorou, e riu, e beijou o Rio na boca, pra calar-lhe os uivos do passado. Porque por mais medo que a gente tenha de enfrentar o mundo, ele está sempre chamando a gente pra briga. Porque desta vez nós olhamos pro Rio como para o Brasil dizendo "verás que um filho teu não foge à luta".
Mas espero muito sinceramente que a vitória, a real vitória seja bem cobrada. Que os nomeados responsáveis pela festa vistam a camisa e entrem em campo de mãos dadas. Que o povo seja a torcida organizada, aquela que empurra o time e joga em campo com a camisa 12, aquela que o bom brasileiro sabe fazer tão bem! Aquela que segura um pênalti e explode no gol!
Que a festa seja limpa e que ainda no fim fique tudo em ordem, de presente para o povo. Que a cidade cresça, que o Brasil se orgulhe, e que viva! o brasileiro.
Se não viu tudo ainda dá tempo de ver uma parte, e das melhores aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Z00jjc-WtZI
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
simples
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
anniversarius
Quando os aniversários exigem muita atenção, esquecemos de comemorar cada um dos outros 364 dias, onde a vida acontece sem efeitos especiais.
domingo, 27 de setembro de 2009
basta ser Chico
Às vezes a gente se identifica de cara! E isso acontece muito com música. E acontece muito com gente. Dá um orgulho danado de ser brasileira e de ser do nordeste e de ter a oportunidade de conhecer obras de gente assim mesmo estando do outro lado do Atlântico. Entender o que ele diz com palavras tão próprias. Palavras que parecem ingênuas, que parecem ridículas, parecem. Palavras numa loucura de sons enraizados na cultura. E na loucura dessa cultura. Na alegria, na tristeza, na crítica, no desbocamento. Na falta de vergonha. A gente entende. O ritmo fala. O sotaque fala por si só. E tudo é dito num ambiente entorpecido de confete e candeeiro. Do arrastado da chinela. Do sacudido da sombrinha colorida. Da ruma de gente que se diverte e assina embaixo, que canta, dança e entende. Sim, a gente entende.
sábado, 26 de setembro de 2009
Mosaïque
Pensando bem, a vida é um mosaico,um mosaico que não acaba nunca.
Nós sempre estamos colando uma pecinha aqui, outra ali, com todo cuidado. Às vezes chegam muitas peças de uma vez para serem coladas, e você sai colando tudo rápido para que nada se perca nem saia do lugar. Outras vezes você segura uma peça e fica, e olha, e analisa bem onde colocá-la. Depois, sempre que olhar para ela você se lembra de toda a atenção que teve antes de colar. Aí vem o rejunte para unir tudo e dar o acabamento, o resultado final. E você se reconhece naquilo tudo que vê, em todos os pedaços, em suas forma e tamanhos, em suas cores...
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